Neste 18 de fevereiro, vivemos mais uma vez, a liturgia e a espiritualidade da “Quarta-Feira de Cinzas”. É o primeiro dia da Quaresma, no Calendário Litúrgico da Igreja Católica, onde os cristãos vão à missa não só para marcar o início do período de maior oração e meditação do ano, mas sim para receber as cinzas que simbolizam a conversão, a penitência, mudança de vida e à morte: “Tu és pó e ao pó voltarás“ (Gênesis 3,19).
Qual é a a história da Quarta-feira de Cinzas?
Apesar de ser uma celebração diretamente ligada à fé católica, os primeiros registros à prática de usar cinzas vêm dos judeus. Desde a época antes de Jesus, os judeus faziam o ritual de sentar-se sobre as cinzas a fim de demonstrar arrependimentos de seus pecados e o desejo de reconciliação com Deus.
No catolicismo, o Papa Urbano II, em 1091, foi o primeiro a estender o costume de fazer com que os cristãos recebessem as cinzas na cabeça e vestidos com sacos, simbolizando arrependimento.
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A relação entre Quarta-feira de Cinzas e o Domingo de Ramos
Embora seja uma tradição milenar, nem todo católico sabe: A Quarta-Feira de Cinzas está ligada com o Domingo de Ramos.
A festa dos Ramos, que simboliza a entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém, quando a multidão usou ramos de palmeira para saldá-lo. No ano seguinte, na Quarta-Feira de Cinzas, esses ramos são queimados para serem utilizados como cinzas na celebração que marca o início da Quaresma.
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Campanha da Fraternidade
Desde 1964, a Quarta-Feira de Cinzas também é responsável por dar início à “Campanha da Fraternidade”, movimento de reflexão e caridade que aborda temas vivenciados em nossa sociedade; a ideia surgiu através de iniciativa de Dom Eugênio de Araújo Sales, da Arquidiocese de Natal (RN).
Neste ano, o tema é “Fraternidade e Moradia”, e se apresenta com o trecho bíblico: “Ele veio morar entre nós” (Jó 1, 14). A campanha faz questionamento direto aos temas atuais, onde o direito da moradia digna parece invisível para muitos irmãos.
O texto-base da “Fraternidade e Moradia” aponta o seguinte objetivo: “Promover, a partir da Boa-Nova do Reino de Deus e em espírito de conversão quaresmal, a moradia digna com propriedade e direito, junto aos demais bens e serviços essenciais a toda a população.”
